Teste do olhinho: entenda a importância de repetir o exame para a saúde da visão do seu filho
- 30/08/2025
O alívio sentido por muitas mães ao receber um resultado normal no teste do olhinho, realizado ainda na maternidade, marca apenas o início da jornada de cuidados com a saúde ocular infantil. Contrariando a crença popular, este exame rápido e indolor não é um procedimento único. Especialistas alertam que ele deve ser repetido, no mínimo, três vezes ao ano até que a criança complete 3 anos de idade, garantindo um acompanhamento contínuo e preventivo.
O que o Teste do Olhinho Realmente Detecta?
Conforme explicado por Luisa Hopker, presidente do 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, o teste do olhinho funciona como uma triagem inicial para doenças graves. Sua principal função é identificar sinais de alerta para condições como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma. No entanto, o exame possui limitações e não é capaz de diagnosticar erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Sua finalidade é, portanto, determinar se a criança necessita de uma avaliação urgente com um médico oftalmologista.
A Importância do Exame Oftalmológico Completo
Seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, o acompanhamento ideal vai além do teste de rotina feito pelo pediatra. A recomendação é que toda criança passe por um exame oftalmológico completo com um especialista entre os 6 e 12 meses de vida, e novamente aos 3 anos. É durante essa avaliação aprofundada que é possível realizar um diagnóstico preciso, medindo a acuidade visual, verificando a presença de estrabismo, avaliando o grau com a pupila dilatada e examinando o fundo do olho para assegurar a saúde da retina.
Sinais Silenciosos: Por que a Prevenção é Essencial
Um dos maiores desafios no cuidado da visão infantil é que a maioria dos problemas oftalmológicos não apresenta sintomas evidentes em seus estágios iniciais. Condições como o “olho preguiçoso” (ambliopia) e graus elevados de miopia ou hipermetropia podem passar despercebidas pelos pais e cuidadores. A médica Luisa Hopker alerta que esperar por sinais como a criança esbarrar em móveis ou tropeçar com frequência é um erro, pois, quando esses sintomas aparecem, o quadro clínico já pode ser considerado grave. A melhor estratégia é manter uma rotina de consultas preventivas, garantindo a detecção precoce e o tratamento eficaz de qualquer alteração.
*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
Com informações da Agência Brasil
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